20 de maio de 2025

Após ligação com Putin, Trump diz que negociações…

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira, 19, que as negociações entre Rússia e Ucrânia começarão “imediatamente”. A declaração ocorre após um telefonema com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A ligação de duas horas, segundo Trump, ocorreu “muito bem”. Agora, o republicano conversará com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que estará acompanhado por líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), principal aliança militar ocidental.

“Rússia e Ucrânia iniciarão imediatamente negociações para um cessar-fogo e, mais importante, para o fim da Guerra”, escreveu Trump na Truth Social, rede social da qual é dono. “As condições para isso serão negociadas entre as duas partes, como só pode ser, porque elas conhecem detalhes de uma negociação dos quais ninguém mais teria conhecimento.”

Trump também informou que “o Vaticano, representado pelo Papa, declarou que estaria muito interessado em sediar as negociações”, acrescentando: “Que o processo comece!”. Na cidade russa de Sochi, Putin disse a jornalistas que está preparado para trabalhar em um “memorando sobre um possível futuro acordo de paz”.

“A questão é, claro, que os lados russo e ucraniano mostrem seu máximo desejo pela paz e encontrem os compromissos que sejam adequados para todas as partes”, pontuou o líder russo.

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Parar ‘banho de sangue’

No sábado, 17, Trump anunciou que ligaria para Trump e Zelensky nesta segunda-feira para “parar o ‘banho de sangue’ que está matando, em média, mais de 5.000 soldados russos e ucranianos por semana, e o comércio”. Os números de baixas citados pelo republicano, sem provas, são maiores do que os dados oficiais e estimativas de emissoras, jornais e organizações independentes.

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O líder americano também afirmou que esperava que fosse “um dia produtivo, que um cessar-fogo aconteça e esta guerra muito violenta, uma guerra que nunca deveria ter acontecido, termine”. Os telefonemas ocorrem após Putin se recusar a participar de tratativas com Zelensky na Turquia. Os dois enviaram delegações para representá-los na primeira negociação entre os rivais desde a eclosão do conflito.

Ambos os lados concordaram com a libertação de 1.000 prisioneiros cada, mas não avançaram em direção a uma trégua. Kiev acusou Moscou de introduzir novas “exigências inaceitáveis” para a retirada das forças ucranianas de vastas áreas do território, segundo uma fonte que participou da reunião e falou à agência de notícias Associated Press.

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